Zé de Abreu e ex-mulher são suspeitos de falsificação de notas fiscais

A prestação de contas do monólogo "Fala, Zé" está sob investigação na CPI da Lei Rouanet e apresentou notas com datas e números conflitantes

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Os problemas envolvendo a prestação de contas do monólogo “Fala, Zé”, protagonizado por José de Abreu e que teve como proponente a ex-mulher do ator, Camila Paola Mosquella, ganharam mais um capítulo na CPI da Lei Rouanet – instaurada para investigar irregularidades no uso do recurso público destinado ao incentivo cultural. Inicialmente, o casal foi condenado a devolver R$ 300 mil por falta de notas fiscais. Agora, com as notas apresentadas, eles são suspeitos de falsificação das mesmas.

Os documentos chamaram a atenção da CPI por terem sido todos preenchidos com a mesma caligrafia, apesar de serem emitidos por três empresas diferentes. Outro problema é a numeração de notas emitidas pela Bravix Produções Artísticas e Cinematográficas Ltda, responsável pelos serviços de assessoria de imprensa e projeto gráfico do espetáculo: segundo os documentos apresentados, a nota de número 001382 tem a data de novembro de 2009, enquanto a nota 001385, que em tese deveria ser posterior à primeira, é datada de outubro do mesmo ano.

Veja:

José de Abreu teria emitido notas falsas
José de Abreu teria emitido notas falsas (Foto: )

“Como você emite um mês depois uma nota que vem antes da primeira? Além disso, os canhotos não foram retirados e tampouco datados ou assinados. Levei o caso ao MinC e agora vou protocolar a denúncia junto ao Ministério Público Federal para que sejam tomadas as medidas cabíveis”, diz o deputado federal Sóstenes Cavalcante, vice-presidente da CPI.

A defesa de Camila Mosquella admitiu que o Ministério solicitou comprovação de gastos relacionados à Bravix, mas afirma que o governo não abordou “expressamente” as suspeitas levantadas pela CPI: “Estamos na fase processual em que o ministério solicita o envio de documentação complementar para, em momento posterior, eventualmente confirmar determinadas suspeitas e formular questionamentos mais pontuais. Então, apresentaremos nossa defesa oportuna. Ainda sequer há pedido de devolução de recursos”.

Bahia.ba

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