Votos da RMS despertam gula de partidos

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na RMS estão cinco dos 20 maiores colégios eleitorais, com mais de 2,3 mi de eleitores
na RMS estão cinco dos 20 maiores colégios eleitorais, com mais de 2,3 mi de eleitores

A Região Metropolitana de Salvador entrou definitivamente na agenda eleitoral de 2016 tanto do governo quanto da oposição. Enquanto o DEM vem promovendo uma série de encontros com lideranças de cidades do entorno da capital,  o governo tem se reunido com presidentes de câmaras de vereadores da região metropolitana.

A movimentação dos dois grupos políticos está alicerçada em razões bastante objetivas. É na RMS que estão cinco dos 20 maiores colégios eleitorais da Bahia (Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, Simões Filho e Candeias), com seus mais de 2,3 milhões de eleitores.

A região, que responde por quase 50% PIB do estado, também será destinatária de investimentos vultosos dos governos estadual, federal e municipal, em mobilidade e infraestrutura urbana da ordem de R$ 9,5 bilhões.

O secretário de Relações Institucionais do governo do estado, Josias Gomes, diz que os encontros com chefes de legislativos visam aproximar o governo estadual das câmaras e discutir os investimentos do estado em infraestrutura, saúde, segurança pública e educação nestas localidades.

“Nossa ideia, com estes encontros, visa unificar o nosso campo, os partidos da nossa base”, explica Gomes, que trabalha para manter o governo nas prefeituras de Camaçari, Lauro de Freitas, Candeias, Madre de Deus, São Francisco do Conde e Simões Filho.

Já o DEM  aposta na ascensão do prefeito de Salvador ACM Neto, que teria sua gestão bem avaliada pelo eleitor soteropolitano, para expandir a influência do partido na RMS. “Temos assistido a um movimento inverso e as pessoas começam a procurar o nosso partido para se filiar”, informou o vice-líder do governo na Câmara de Salvador, vereador Léo Prates.

Assinalando que a prioridade do partido é reeleger Neto e José Ronaldo em Feira de Santana – prefeitos dos dois maiores colégios eleitorais da Bahia -, Prates disse, ainda, que a crise de imagem enfrentada pelo PT com os casos de corrupção também favorece o crescimento do DEM.

As reuniões do partido em Camaçari, governado pelo PT, e em Lauro de Feitas, sob o comando do PP, já apontam “duas promessas” do DEM para a eleição de prefeito: o vereador Elinaldo (DEM) e Chico Franco , que pode sair do PCdoB e se filiar ao DEM.

“Nossa meta é atrair  lideranças para o partido e repactuar na Região Metropolitana de Salvador a aliança DEM/PMDB/PSDB/PV/PPS”, resumiu o presidente estadual do DEM, deputado federal José Carlos Aleluia.

 

Fonte: A tarde
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