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Reveillon Virada

Segundo delator de caso Fifa, Globo pagou propina por direito de transmissão

Segundo empresário, emissora está entre grupos de comunicação que pagaram propina a dirigentes pelos direitos de torneios sul-americanos

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Secretaria Municipal de Comunicação

Nesta terça-feira (14), Alejandro Burzaco, empresário responsável pela empresa Torneos, que se tornou um dos principais delatores do caso Fifa, acusou a TV Globo de ter pago propina para adquirir direitos de transmissão. O site Buzzfeed News divulgou as informações de que Fox Sports, Televisa, Media Pro, Full Play e Traffic também faziam parte do esquema.

Segundo Burzaco, que se entregou em 2015, ele subornava autoridades do futebol nas negociações para a venda dos direitos de transmissão de competições ligadas à Conmebol, como Copa América, Copa Libertadores e Sul-Americana através de sua empresa de marketing esportivo.

O empresário citou as empresas de comunicação após ser perguntado, em audiência em Nova York, sobre a relação entre a sua empresa, a Torneos y Competencias e os grupos de mídia:

Várias. Fox Sports dos Estados Unidos, Televisa do México, Media Pro da Espanha, TV Globo do Brasil, Full Play da Argentina, Traffic do Brasil, Grupo Clarín da Argentina [Alguma pagou propina?] Todas, menos o Clarín

Burzaco declarou que o então diretor da parte esportiva da Globo, Marcelo Campos Pinto, teve uma reunião com Julio Grondona, então presidente da AFA, já falecido, José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual presidente da CBF, em um restaurante de Buenos Aires. Teria sido discutido neste encontro, os subornos em relação a Libertadores e outros torneios do continente.

Segundo o delator, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, recebeu US$ 600 mil por ano em propinas da empresa de Burzaco por conta dos direitos da Libertadores e Copa Sul-Americana.

Segundo o delator, Teixeira tinha “hábitos muito incomuns e estranhos”, o que dificultava o pagamento, que era feito no Oriente Médio, Ásia e Andorra.

Nesta segunda-feira (13), se iniciou o julgamento que investiga a corrupção na Fifa, nos Estados Unidos. O brasileiro José Maria Marin é um dos envolvidos

A Rede Globo negou as acusações em contato com o site UOL Esporte, reiterando que não faz parte do processo.

Sobre depoimento ocorrido em Nova York, no julgamento do caso Fifa pela Justiça dos Estados Unidos, o Grupo Globo afirma veementemente que não pratica nem tolera qualquer pagamento de propina. Esclarece que após mais de dois anos de investigação não é parte nos processos que correm na Justiça americana. Em suas amplas investigações internas, apurou que jamais realizou pagamentos que não os previstos nos contratos.

Por outro lado, o Grupo Globo se colocará plenamente à disposição das autoridades americanas para que tudo seja esclarecido. Para a Globo, isso é uma questão de honra. Não seria diferente, mas é fundamental garantir aos leitores, ouvintes e espectadores do Grupo Globo que o noticiário a respeito será divulgado com a transparência que o jornalismo exige

Marcelo Polo Del Nero, assim como Marin, é acusado de receber propina através de empresas de marketing. Porém, Del Nero, não está sendo julgado, já que está no Brasil. O presidente da CBF nega o envolvimento com a denúncia, através do seu advogado José Roberto Batocchio:

Desconheço o teor deste documento e acho difícil opinar a distância sobre ou conteúdo. Mas foram rastreadas todas as movimentações econômicas do doutor Marco Polo e o FBI não encontrou um centavo a ele direcionado seja pelo sistema bancário, ou dinheiro em espécie. A informação está nos autos.

O doutor Marco Polo não e réu e todos os contratos foram celebrados no período em que Marco Polo não era dirigente da Confederação (Brasileira de Futebol) e assinou outro presidente. O FBI propõe para o mundo um critério de investigação que é ‘follow the money’. Seguiu todo dinheiro manuseado e nenhum centavo dirigido para o doutor Marco Polo, que não participou de nenhum ato. É com indignação que recebo qualquer incriminação por parte de um delator recebendo prêmios para incriminar

Através do advogado Michel Assef Filho, Ricardo Teixeira não comentou a denúncia:

Antes de qualquer comentário quero ler e aí sim vou poder falar. Assim que eu analisar posso me manifestar

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