Menino de 11 anos, morador de Lauro de Freitas, morre de meningite

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nossametropolA Bahia registrou a primeira morte por meningite meningocócica de 2016. A informação foi confirmada nesta segunda-feira, 4, pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab).

Por meio de nota, o órgão informou que a vítima foi um menino de 11 anos que morava em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. O garoto deu entrada no Hospital Couto Maia, na Cidade Baixa, em estado gravíssimo, segundo a Sesab. Ele ficou menos de 12 horas internado e não resistiu. O caso foi identificado como meningite meningocócica bacteriana.

Ainda segundo o órgão estadual, familiares e vizinhos da vítima “já estão sendo submetidos à quimioprofilaxia, sob a responsabilidade da Secretaria de Saúde do Município”.

Balanço
Apesar de a reportagem de A TARDE ter solicitado, a Assessoria de Comunicação da Sesab não informou quantos casos foram registrados em 2015 e quantas mortes confirmadas por meningite meningocócica.

“Estamos sem acesso aos dados, porque na Vigilância Epidemiológica está sem luz e sem acesso aos números”, justificou a Assessoria de Comunicação da Sesab.

A meningite é uma doença grave onde ocorre a inflamação das meninges e que pode ser causada por uma multiplicidade de agentes como bactérias, fungos, vírus e protozoários.

Segundo a Sesab, os principais sintomas são: febre, cefaleia (dor de cabeça), vômitos, rigidez na nuca, podendo também apresentar manifestações cutâneas como exantemas (manchas avermelhadas na pele) ou sufusões hemorrágicas.

Dentre as meningites bacterianas a mais grave é causada pelo meningococo (doença meningocócica), que apresenta um quadro clínico de extrema gravidade, muitas vezes com evolução fulminante, causando a morte em poucas horas.

“Esse tipo de meningite é a que tem maior importância do ponto de vista epidemiológico, por ser transmitida de pessoa a pessoa, através das secreções nasofaringeanas (mais frequentes a partir de portadores do que dos casos clínicos)”, ressaltou a Sesab, em nota.

Para que a transmissão ocorra, é necessário contato íntimo com o portador ou o doente. Além de necessitar de tratamento para o paciente é necessário realizar quimioprofilaxia (uso de medicamentos) em todos os comunicantes (pessoa que tem contato íntimo com o doente).
Fonte: A Tarde

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