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Deputados baianos da oposição apostam em pressão popular para votar impeachment

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Deputados-baianoEm um mês decisivo para a política nacional, quando será decidido o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), o clima na Câmara Federal é de barganha e intimidação. De um lado, a tropa de choque do governo está em campo negociando cargos para angariar apoio que possa derrubar o processo, os deputados de oposição, encabeçados pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), buscam convencer os indecisos a apoiarem o impedimento da dirigente petista.

Com o mapa de parlamentares nas mãos, deputados que coordenam o “comitê” do impeachment partiram para um vale-tudo em busca dos 342 votos. Com carta branca oferecida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o clima no Legislativo é de intimidação e barganhas. A oposição não descarta ações mais incisivas, como representar no Conselho de Ética contra deputados envolvidos na Lava-Jato, especialmente do PP, caso cedam à tentação de aceitar os cargos oferecidos pelo governo. A estratégia dos coordenadores do impeachment, entre eles os deputados Paulo Pereira da Silva (SD-SP), um dos mais próximos a Cunha; Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Mendonça Filho (DEM-PE) é de constranger deputados que ainda não tenham se posicionado publicamente, expondo fotos, números de telefones e e-mails para que sejam pressionados pelos eleitores.

Na Bahia, o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) aponta a pressão popular como fator que pode pesar na hora do voto dos parlamentares baianos. Nos cálculos dos oposicionistas, a Bahia, por exemplo, governada por Rui Costa (PT), tem uma situação mais difícil. Dos 39 deputados, a maioria estaria contra o impeachment. “Ninguém quer brigar com o governador, mas tenho perguntado a eles: é melhor divergir do governador ou do povo? Se eu não tivesse votado contra o Collor, não estaria aqui hoje”, diz Aleluia.

Antônio Imbassahy, deputado federal baiano e líder do PSDB na CÂmara também segue o raciocínio de Aleluia. “O deputado que se ausentar será visto pela população como alguém que vota na Dilma. A população está atenta a todos os passos: querer inventar uma licença, ninguém vai perdoar”, afirmou o tucano.

Fonte: O Globo

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