Atletas de elite, projeto social e outros esportes: os desafios da gestão do Centro de Judô

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centropanjudoFazer a gestão de um complexo esportivo de 20 mil m² e planejar o funcionamento do equipamento para garantir a devida manutenção são os desafios que a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) passou a encarar desde que abriu as portas do Centro Pan-Americano da modalidade, em julho de 2014.

A infraestrutura em Lauro de Freitas (BA) é considerada a maior das Américas e uma das maiores do mundo, com ginásio climatizado, quatro áreas oficiais para competições, arquibancadas para 1.900 pessoas, salas de apoio, restaurante, vestiários e academia. A obra recebeu o investimento de R$ 43,2 milhões, sendo R$ 19,8 milhões do Ministério do Esporte e R$ 18,3 milhões do estado da Bahia.

Desde a inauguração, o espaço é utilizado para concentração das diferentes categorias da seleção brasileira, treinamentos especiais, intercâmbio com outros países, cursos de capacitação e competições nacionais e internacionais.

O Centro Pan-Americano faz parte da Rede Nacional de Treinamento – vinculada ao Ministério do Esporte – e que é composta por centros de treinamento de alto rendimento, nacionais, regionais ou locais, articulada para o treinamento de modalidades dos programas olímpico e paraolímpico, desde a base até a elite esportiva.

À medida que os equipamentos são entregues, a gestão dos espaços ganha atenção especial dos dirigentes para que os locais sejam mantidos em condições de atender plenamente as modalidades. “Não é fácil construir e nem fazer a manutenção. É um centro voltado para a elite do esporte e o custo de manutenção é alto. Em caráter especial, passamos a receber competições de outros esportes que tenham algum vínculo com o judô”, explicou o presidente da CBJ, Paulo Wanderley Teixeira.

Entre os eventos de outros esportes, o equipamento recebeu neste ano o Campeonato Mundial de Luta Olímpica, com 600 atletas de 62 países. Ainda em 2015, a instalação receberá em outubro o Campeonato Brasileiro de tênis de mesa, garantido por meio de uma cooperação entre as confederações esportivas.

Paulo Wanderley ressalta que um dos cuidados na gestão é manter o foco no judô para não desviar o objetivo estabelecido no projeto inicial. “Nossa intenção não é atender todos os esportes. Receber modalidades que de alguma forma estão ligadas ao judô faz parte, mas não é uma situação de dia a dia do Centro. Temos que zelar para não ter o mau uso do equipamento”, frisou.

De olho no futuro

Além de receber os melhores judocas do país, cerca de 150 crianças, com idade entre 7 e 14 anos, começaram a frequentar as aulas do projeto social que a Confederação Brasileira de Judô implantou em Lauro de Freitas. O “Avança Judô”, iniciativa consolidada no país, é uma das contrapartidas da entidade ao município baiano, como explica Paulo Wanderley.”Começamos agora no mês de setembro. Ainda estamos no processo de implantação e análise de estudos. São oito anos de projeto em todo o país e queremos atender entre 1,5 mil e 2 mil crianças e jovens em Lauro de Freitas”, disse.

Fonte: Jornal do Brasil

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