Após brigas, Dilma dá ‘aula’ de democracia: ‘impeachment não é golpe’

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Foto: Manu Dias/ GOVBA
Foto: Manu Dias/ GOVBA

Após série de brigas entre militantes pró e contra o governo, a presidente Dilma Rousseff (PT) decidiu interromper o discurso que fazia sobre a seca no Nordeste para dar “uma aula de democracia”. Durante a inauguração da Estação Pirajá, do metrô de Salvador, um grupo chamava o prefeito ACM Neto (DEM) de “presidente do Brasil” enquanto o outro rebatia com “não vai ter golpe”.

A briga se intensificou quando Dilma falava sobre a transposição do Rio São Francisco e ela decidiu mudar o rumo do discurso. “Nós somos democratas. As manifestações continuam porque é intrínseco à democracia e nós lutamos muito para que as pessoas tenham direito de se manifestar como e quando quiserem. Pessoas lutaram, morreram, foram torturadas. Eu acredito na democracia e vou falar sobre o impeachment”, defendeu a presidente.

“Por que não vai ter golpe? Impeachment não é golpe, está previsto na Constituição. Ele vira golpe quando não há fundamento legal para que ele ocorra. Eu tenho uma vida ilibada, não há nenhuma acusação fundada contra mim”, completou. Dilma continuou, explicando a diferença entre Parlamentarismo e Presidencialismo e disse que não podia ser retirada do cargo porque um grupo defendia a tese do “quanto pior, melhor” para chegar ao governo.

“Eu, por acaso, ganhei 54 milhões de votos. Não gostar do presidente, querer encurtar o tempo, perder eleições sistematicamente não são alegações previstas na constituição. Por isso eu digo: o nosso país precisa de tranquilidade. […] Enquanto estiver essa tese, é pior pro povo brasileiro e melhor para poucos”, ironizou.

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